terça-feira, setembro 16, 2008

O diálogo

No metropolitano, num destes dias, um casal de meia idade discutia entre dentes no banco mesmo à minha frente. Com um ar indignado ela chamava-o idiota por não ter pulso para lidar com o filho, fraco por não ter progredido profissionalmente como ambos almejariam. Ele irritado chamava-a, por sua vez, gastadora, preguiçosa e desatenta. Ambos se odiavam e estavam presos naquele casamento vazio. Saíram no Rossio e, quando me ia preparar para meditar de novo sobre as relações conjugais, olho de esguelha pela janela e, mesmo ao virar da esquina para subirem as escadas, reparo que deram as mãos.

segunda-feira, setembro 15, 2008

A minha primeira vez

Ontem fui uma das muitas mais de 75 mil pessoas que viram e ouviram Madonna em Lisboa. Pontual, apareceu sentada num trono condignamente enfeitado com um M (meio inicial, meio coroa). O que antecedeu este momento foram duas horas na fila para entrar, a busca incessante de um lugar para puder vê-la do tamanho do meu indicador, palhaçadas do grupo, uma Super Bock e um pacote de batatas fritas, uma semi-discussão com um malcriado macho (?) nortenho e várias tentativas de sentar na relva.
O concerto foi bom. Muito bom, de facto. Falou português e perguntou se falávamos espanhol para percebermos a canção que ela ia cantar a seguir. Houve empatia, muito histerismo e eficácia. A verdadeira artista não é só a máquina de produção. Muita cor, uns geniais Keith Haring animados, uma “Isla Bonita” com sons romenos ,um “Like a Prayer” e um “Give it to Me” fabulosos, um “Ray of Light” electrónico desastroso. Um alerta para não “get stupid” com muita ecologia, consciência social e politiquice à americana. Um fabuloso “game over” sem nenhum encore.
Pena o desconforto, a multidão ansiosa, o zoom no mínimo, os 60 Euros e a absoluta certeza que ninguém, na organização, se preocupou muito comigo. Mas, lá está, para primeira vez não foi nada mau.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Dilema

Não sei do que me hei-de rir mais,

se disto
ou disto
ou disto

Somos mesmo engraçados, a sério!

A conquista

O café pela manhã é um hábito recuperado. O dia, por vezes, torna-se demasiado longo e, por isso, a noite demasiado curta. Vou beber café sempre ao mesmo sitio, passo no senhor das revistas, dou uma olhadela nas novidades, um bom dia, converso sobre o tempo e sobre o estado do mundo, viro a esquina e lá está ele, movimentado, limpinho, organizado, cheio de olás (já) familiares por detrás do balcão. Sento-me no lugar de sempre, folheio o jornal, cumprimento alguém, olho de esguelha para a Sic Notícias. Lá ao fundo está ele. De inicio sempre sentado, sereno indiscretamente olhando para tudo o que fazia. Depois um sorriso atrás do outro, passeios sem pretexto para se aproximar, para sorrir mais de perto. Por fim, hoje pela manhã, encostou-se à minha mesa, um livro à frente da chávena de café e disse “olá, sou o João, lês a mim uma história pequenina?” Ele conquistou-me, definitivamente.

quinta-feira, setembro 11, 2008

A cegonha chegou!

A sobrinha Mafalda nasceu hoje quase às 10h da manhã! A "aterragem" foi suave e, ao que parece, está tudo bem.

segunda-feira, setembro 08, 2008

quarta-feira, setembro 03, 2008

Encontrei...

... algures no meio do oceano Atlântico. Agora acredito no amor à primeira vista.

Uma sugestão para os senhores metereologistas


E para quando um furacão chamado
Tomás Maria (só arrasaria o que fosse possidónio)
ou
Ruben Isidro (só deixaria intacto os subúrbios, os veículos com tunning e todos os sítios para se curtir)
ou
Kátia Vanessa (esse, sim, seria totalmente arrasador)?

quinta-feira, agosto 28, 2008

Changing



A intuição foi fazer a sua manutenção anual e um excepcional up-grade (faltavam-lhe algumas peças de origem, suponho) e, em despacho conjunto com o olfacto, comunicou-me que, embora não pareça, há algumas coisas que vão mudar... Cheira-me!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Sem medida

Reparei que tudo nos faz crer que o amor é mensurável, a quantidade de beijos que se dá, o tamanho da cauda do vestido de noiva, o valor do presente de aniversário, o quilate do diamante incrustado, o número de vezes que o telefone toca. Há assim amores que se medem aos palmos, de palmo e meio, de meio palmo… Amores avessos à imensidão, à liberdade, às mãos abertas e ao sorriso franco. Amores que se esquecem no banco do autocarro, no papel de embrulho no lixo, numa chave abandonada na caixa do correio. Amores que nascem de um cartão de visita pomposo, de uma farsa encenada ao pormenor, da pintura cuidadosa de máscaras inúteis. Amores de que todos falam, medem, pesam, elogiam ou criticam, que espantam, desiludem, deslumbram. Sempre soube que não fui feita à medida para o amor mensurável, não cabe em mim, magoa-me nas esquinas, inunda-me os olhos, estrangula o coração. O outro, incondicional, imenso, raro, cabe na perfeição na palma de cada mão e faz-me sempre desmesuradamente feliz.

segunda-feira, agosto 18, 2008

E nove meses (ou 40 semanas, ou 38 ou 42... entendam-se!) depois ...

Hoje descobri que só faltam cinco semanas para a sobrinha nascer. Correcção: podem faltar (pode nascer daqui a três semanas ou daqui a sete, se bem percebi a explicação técnica). Ainda não comprei a fatiota (a tia Ouriça tem de estar apresentável para causar uma boa primeira impressão) nem preparei o discurso que deverá ser curto (devido à ainda baixa capacidade de concentração), e evasivo (não lhe posso explicar já um monte de coisas que ela, de qualquer maneira nunca quereria saber, adiemos o momento então...) mas muito caloroso para perceber o quanto (já) dela tenho saudades!

terça-feira, agosto 12, 2008

Quem espera sempre alcança

Há casamentos que são verdadeiros acontecimentos. Vai ser, finalmente, para o ano. Fiquei muito feliz pelos dois. Muito, muito!

quinta-feira, agosto 07, 2008

Vá lá, admitam a minha República Autónoma também, vale a pena!

PETIÇÃO DA R.A.S.A. ÀS NAÇÕES UNIDAS

Eu, Sándor András, República Autónoma, solicito
ser admitido entre as grandes potências,
uma vez que todos me enganaram até à última,
e quero por fim representar-me a mim mesmo.
Deixei plantados todos os blocos
que apregoavam altissonantes que eu por eles
daria, feliz, a minha própria vida.
E agora apresento-me: sou a turba e o indivíduo,
ou seja, a maior entre as maiores potências;
a terra é um tabuleiro de xadrez vazio,
onde sem mim não há jogo,
porque sou ambas as equipas adversárias:
neste mundo burlão, sou o meu próprio inimigo,
que me agarro, infame, pela garganta.
Não tenho nem avião, nem bombas,
nem foguetes, nem mísseis, nem armada atómica:
a minha república só armazena desejos tradicionais,
e sei que quem não está comigo, não é por isso meu inimigo.
Basta, já estou farto que ninguém me explique,
com a seriedade de uma baioneta, o que quero eu,
isto ou aquilo; confesso que ambas as coisas em geral,
a mim os anjos não me fizeram brilhar a alma.
Procuro-me a mim mesmo, assim vive a minha república,
valente em equivocar-se e livre para atrever-se.
Solicito que me admitam entre as potências,
ou então, não contem comigo no futuro.
Sándor András

sexta-feira, agosto 01, 2008

Paixão!

Vou passar o fim de semana com... uma piscina! Satisfação garantida.

Nem mais um artigo inconstitucional para os Açores

O nosso Presidente resolveu então pronunciar-se sobre questões relacionadas com os Açores, virando assim todo o seu discurso para preocupações de ordem internacional. Só não esclareceu se o Acordo Ortográfico também será ratificado por aquele país que já teve como língua oficial o português, logo a seguir à sua colonização, no séc. XV.

quinta-feira, julho 31, 2008

Expectativa

Na sequência da sabedoria demonstrada nos últimos discursos, suponho que hoje o nosso Presidente nos irá surpreender, mesmo antes das férias da maioria dos portugueses e portuguesas, com o desejo de um santo Natal e um próspero Ano Novo.

terça-feira, julho 29, 2008

Origami instantâneo


Pode ser uma paixão, uma obsessão, uma mania, um ódio, uma embirração... para todos existe a solução!

sexta-feira, julho 25, 2008

Ide e enganai-vos a vós próprios

E sabem que mais? Este fim de semana vou fingir que estou de férias, pronto!!!

terça-feira, julho 22, 2008

Ouriça vai à feira

Para acabar de gastar o meu subsídio de férias fui às compras ao jardim mesmo em frente à Câmara de Loures. Em boa hora, só pechinchas!
Trouxe:
  • Uma “Lui Vitón” legítima;
  • Uma caçadeira de canos serrados semi-usada e certeira, oferta pack com munições para 50 (tentativas de) homicídios;
  • Uma t-shirt “Dolxe i Gabana” a dizer Peace is Sexy;
  • Dez gramas de cocaína (com alto teor de Ben-U-Ron) pelo preço de 6 (estamos em época de saldos);
  • Um kit completo cigana (peruca, camisa e saia preta e base Helena Rubinstein com a tonalidade característica) para quando for discriminada puder usar o argumento da minoria ou, quando os juros da casa se tornarem incomportáveis, ser realojada onde eu quiser;
  • Um agradecimento pessoal das autoridades por me ter, desta forma, solidarizado com o protesto.

Ah! E fiz amigos influentes... se precisarem de qualquer coisa (literalmente), já sabem, é só pedirem!

segunda-feira, julho 21, 2008

Tejo em delta

Este fim de semana fiz um belo jogging musical: palco 1 Ana Carolina, a correr, a correr, palco 2 Rita Red Shoes, a correr, a correr palco 1 Mariza, a correr, a correr, palco 2 Clã, a correr, a correr, ufa, palco 1 Adriana Calcanhotto!

Deixo-vos uma letra do Tê que adoro ouvir cantar a Manuela Azevedo dos Clã:


GTI (GENTLE, TALL & INTELLIGENT)

O sonho dos meus amigos é ter um GTI
não importa de que marca de que cor
o sonho dos meus amigos é ter um GTI
não importa se inglês ou japonês

eu ando pensativo
porque não tenho esse sonho
ando a pensar qual o motivo porque não sonho com um GTI

o sonho dos meus amigos
é ter um GTI não importa de que marca
de que cor o sonho dos meus amigos é ter um GTI
não importa se inglês ou japonês

os meus amigos riem-se de mim
por ser feliz assim sem sonhar com um GTI
eles não sonham que me basta ter-te a ti
a sonhar comigo desde que te conheci

o sonho dos meus amigos
é ter um GTI não importa de que marca
de que cor o sonho dos meus amigos é ter um GTI
não importa se inglês ou japonês
desde que seja um GTI
desde que seja um GTI
p'ra que quero um GTI
se me basta ter-te a ti

eu não quero um GTI
deita fora o GTI
p'ra que quero o GTI
só me basta ter-te a ti

sexta-feira, julho 18, 2008

terça-feira, julho 15, 2008

A bola que nos enrola


Uma amiga minha do Rio de Janeiro, que está temporariamente por Lisboa em andanças académicas, dizia-me, num destes dias, que não conseguia ver os telejornais das 20h porque metade era sempre sobre futebol. Recomendei o das 22h na 2, que há quem o chame de intelectual mas eu, que sou uma rapariga simples, apelido-o de normal. O que é mais assustador é o facto do Brasil ter o jornalismo e a paixão pelo futebol que tem. Estão a ver a dimensão? Pois.

segunda-feira, julho 14, 2008

Descoberta


Tenho medo de envelhecer. Tenho mesmo. Descobri um destes dias, não sei bem em que cara enrugada, em que corpo vergado pelo tempo. Conviver com velhos (sem eufemismos) sempre me agradou, sobretudo com os que fizeram o ser percurso coerente e nos olham com um misto de saudade e carinho, sem paternalismos. Há muito para com eles aprender acerca da forma circular do tempo e de como tecer ou conduzir a 20 km hora transformam os dias alucinantes de hoje em toda a felicidade do mundo. Transformar meadas em novelos, ler os clássicos, fazer bolos devagarinho, observar todas as ondas, todas as caras, todas as palavras, aprendi tudo isto com os velhos com que me cruzo. Por isso nunca tive medo de envelhecer. Até um destes dias, talvez tenha sido na senhora de bengala que dia sim, dia não se senta no banco da paragem, pela fresca, com ar rezingão, dorido, a insultar baixinho todos os que lá estão. Nunca a vi entrar em nenhum autocarro, só a vi chegar, afastar as pessoas no banco e enxovalhar convictamente toda a gente que insiste em ignorá-la. Talvez tenha sido no pai dele, homem inteligente, que me ensinou a não ser totalmente idiota, e que agora encontro frequente e literalmente amarrado à cama citando frases eruditas, por certo, mas ausentes de qualquer sentido. Talvez tenha sido na senhora da padaria que limpa os óculos da farinha que os invade. Tantas vezes, há tantos anos. E me diz que quando se é velho sabe-se mais mas anda-se menos. Muito menos. Já não apanhamos o mundo menina. Apanhe-o enquanto pode. Talvez tenha sido pela vizinha do lado. Custa-lhe subir ao primeiro andar. Deu-me uma chave. Esquece-se dela sempre, em qualquer lado e depois telefona-me para puder entrar em casa. Talvez tenha sido naquele seminário, onde descobri que a tirania nos filhos nasce em troca de reformas mais ou menos chorudas, que a violência doméstica é inacreditavelmente violenta. Talvez, por fim, tenha sido ela que deixou toda a alma por aqui mas que tanto lhe doeu o corpo até desaparecer.
Descobri assim que tenho este medo, a vontade presa num corpo inapto, inábil, inerte. Descobri também que é ele que, por me encurtar o tempo, me faz viver mais... muito mais.

segunda-feira, junho 30, 2008

Milagre


A solução para a constante perda de poder de compra e para outras dores de cabeça adjacentes!

quinta-feira, junho 26, 2008

Elas (ou coisas que me irritam I)

Há coisas que me irritam. Fazendo assim contas de cabeça (e, confesso, não sou sua eximia fazedora) até são bastantes. Muitas. Mais precisamente bués. Esta é uma delas: repetidamente, num contexto absolutamente formal, de trabalho, sou apresentada a uns senhores de fato, que mandam em muitas coisas, e me cumprimentam olhando, numa primeira abordagem, para elas. Elas, esclareço, estão um palmo abaixo do meu pescoço, são duas, redondinhas, tapadinhas, mesmo no Verão, e sem vestígios de claustrofobia de tão apertadinhas que estão no soutien desde a nascença.
O “muito gosto” ou “como está” acompanhado daquele olhar deixa-me sempre perplexa, sem resposta. De qualquer forma dá-la seria inútil. Afinal não estão, por certo, a falar comigo, não me ouviriam. Os meus olhos reviram-se, aperto a mão cordialmente e tento não tocar em nada antes do processo de descontaminação. E elas, obviamente, não lhes respondem porque neste corpinho está instaurada a ditadura do cérebro que, aqui para nós que ninguém nos lê, é um porta-voz que nem sempre se sai lá muito bem.

sexta-feira, junho 20, 2008

Indecisão

Programa para o fim de semana:

Entre empurrar, com força (des)anímica, o autocarro da selecção nacional de regresso, ir à praia apanhar um carcinoma e filas enormes no percurso e assistir, com entusiasmo e pipocas, ao congresso de PSD, hum… que farei? Vou talvez apanhar um avião e explorar as grandes estepes siberianas à espera que este país, perdão, este verão passe!

quinta-feira, junho 12, 2008

Santo António casamenteiro


"Não importa com quem se case, sempre acorda casado com outra pessoa." (Marlon Brando)

"Já fui casado por um juiz. Eu deveria ter pedido um júri." (George Burns)

"O casamento é a maneira de um homem descobrir que tipo de marido a sua mulher teria preferido." (Autor desconhecido)

"O único argumento real a favor do casamento é que ele continua a ser o melhor método para se conhecer alguém." (Heywood Braun)

"Em todo o caso, casai-vos. Se vos couber em sorte uma boa esposa, sereis felizes; se vos calhar uma má, tornar-vos-eis filósofos." (Sócrates)

“Casar-se uma vez é um dever, duas vezes é uma tolice, e três vezes uma loucura.”Provérbio holandês

quinta-feira, junho 05, 2008

Não, não estão a gozar!

Deixo-vos aqui algumas pérolas, aquando da tal experiência lectiva, que alguns dos meus amigos já conhecem, e riem sempre quando as repito. Estas são verdadeiras. Inacreditavelmente reais:

Acerca da explicação do mito em Filosofia, pedia-se para comentar uma frase da qual fazia parte a palavra “primórdios”. E descobri que “primórdios” era um povo primitivo que habitava a Grécia Antiga.

O aluno repita ciclicamente “Afonso Dom Henriques, Sancho Dom”, etc. E eu corrigia: Dom Afonso, D. Sancho, etc… Até que lhe perguntei o porquê daquela ordem. Respondeu-me que se tratava da família dos “Dom” e por isso o apelido ia sempre depois do nome.

Quando pedido para comentar o provérbio oriental “não lhe dês um peixe, ensina-o a pescar” houve uma séria e convicta dissertação sobre pesca.

Sócrates e Kant eram amigos e discursavam alternadamente no agora (na Ágora, portanto) lá na Grécia.

A Idade Média era denominada a Idade das Trevas porque ainda não tinham inventado a electricidade.

Na Inquisição os padres com o capuz branco de bico eram os maus, os outros, carecas (suponho que os jesuítas, não sei) tinham medo deles. Queimavam na fogueira as pessoas para não terem trabalho a enterrá-las.

Há muito mais… mas não vos quero continuar a torturar.
Deixo só a nota que de que estamos a falar de uma parte significativa de uma geração desinteressada, alienada e sem o mínimo sentido de curiosidade e que, ainda assim, passa nos exames finais do secundário com 10,11. Incrível!

quarta-feira, junho 04, 2008

Estão a gozar, certo?

Depois da minha experiência lectiva (dando explicações para provas finais do 12º ano de história e de filosofia), ainda não acredito que estas frases (com erros ortográficos e tudo)- compilação dos disparates dos alunos portugueses do secundário - sejam reais.


*O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra! *
*O cérebro humano tem dois lados, um para vigiar o outro.*
*O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um.*
*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.*
*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes! *
*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entreos dez primeiros.*
*O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.*
*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.*
*Antes mesmo da guerra a mercedes já fabricava volkswagen.*
*Pedofilia é o nome que se dá ao estudo dos pêlos.*
*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0*
*Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica.*
*O índice de fecundidade deve ser igual a 2 para garantir a reproduçãodas espécies, pois precisa-se de um macho e uma fêmea para fazer o bebé. Podem até ser 3 ou 4, mas chegam 2.*
*O homossexualismo, ao contrário do que todos imaginam, não é uma doença, mas ninguém quer tê-la. *
*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.*
*O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior,mas que está muito sozinho.*
*Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie (queria dizer, decerto, barbárie) nasista.*
*Cada vez mais as pessoas querem conhecer a sua família através da árvore ginecológica.*
*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.*
*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.*
*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.*
*Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.*
*Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia.*
*Uma linha recta deixa de ser recta quando encontra uma curva.*
*O aço é um metal muito mais resistente do que a madeira.*
*O porco é assim chamado porque é nojento.*
*A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.*
*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.*
*A água tem uma cor inodora.*
*O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.*
*O Marechal António Spínola é conhecido principalmente por estar no dicionário.*
*A idade da pedra começa com a invenção do Bronze.*
*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.*
*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.*
*A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países.*
*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.*
*O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões.*
*Na Idade Média os tractores eram puxados por bois, pois não tinham gasolina.*
*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.*
*Quando dois átomos se encontram, vai dar uma grande merda.*
*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado.*
*Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus.*
*Pergunta: Em quantas partes se divide a cabeça? Resposta: Dependeda força da cacetada.*
*A trompa de Eustáquio é um instrumento musical de sopro, inventadopelo grande músico belga Eustáquio, de Bruxelas.*
*Parasitismo é o facto de um gajo não trabalhar e viver à pala dos outros, de dinheiro, cigarros e outros bens materiais.*
*Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons.*
*A Biologia é o estudo da saúde. E para beneficiar a saúde é que foi inventado o biotónico.*
*As constelações servem para clareficar a noite.*
*Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.*
*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.*
*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje*
*A Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.*
*As aves teem na boca um dente chamado bico.*
*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.*

segunda-feira, junho 02, 2008

A anti-estrela


Chegou atrasada e disse “sorry I’am late” bem baixinho, muitas vezes. Tropeçou e não se importou. A Amy destroçada, drogada, rouca, bêbada, sem auto estima, ferida, doce, anti-estrela, frágil, simpática, “friendly” conseguiu, entre a Ivete e o Lenny, fazer-se ouvir tanto...

terça-feira, maio 27, 2008

segunda-feira, maio 19, 2008

Confusão


Ouvia pela manhã aqui no Departamento,

“Telefonei para o senhor da informática e ele disse-me que a password deste programa nunca aspira!”

Se a password aspirasse com desembaraço, e não expirasse, levava-a lá para casa, sempre poupava algum dinheiro com a empregada doméstica.

quinta-feira, maio 15, 2008

O choque moral-ó-lógico


Sócrates”apanhado” a fumar no voo Lisboa- Caracas .
Justificações apresentadas:
Não sabia que era proibido;
Não sabia que estava a violar a Constituição;
De tanta culpa sentida pelo lapso vai deixar de fumar.


Pessoa 1 apanhada a fugir aos impostos pela DGCI.
Justificações apresentadas:
Não sabia que era proibido;
Não sabia que estava a violar a Constituição;
De tanta culpa sentida pelo lapso, para o ano vai fugir um bocadinho menos
.

Pessoa 2 apanhada a gamar uma carteira a um “bife” no turístico eléctrico 28.
Justificações apresentadas:
Não sabia que era proibido;
Não sabia que estava a violar a Constituição;
De tanta culpa sentida pelo lapso, para a próxima vai escolher um outro “bife” com ar de quem precise menos do dinheiro.


Pessoa 3 apanhada na A1 a 220 Kms/hora.
Justificações apresentadas:
Não sabia que era proibido;
Não sabia que estava a violar a Constituição;
De tanta culpa sentida pelo lapso, vai comprar um detector de radares.

Vêem? Funciona!

Coisificação


“Brasil – Prostituição infantil no Paraíso.
Turistas portugueses, espanhóis e italianos
são os principais clientes de um negócio que
envolve milhares de crianças e adolescentes.”

in revista Visão, hoje

Vamos pôr as coisas desta maneira: como pode ser estimulante dormir com uma criança? Como pode ser estimulante dormir com essa criança sabendo que ela precisa dos euros desse “aluguer” para a própria sobrevivência e da família? No turismo sexual não falemos de perversão, nem de nenhuma doença psiquiátrica, falemos de “coisificação” de extractos sociais inferiores, de xenofobia utilitária, falemos, por fim, do mais puro e absoluto egoísmo.

segunda-feira, maio 12, 2008

Oremos


Livrai-me, Senhor
De tudo o que for
Vazio de amor.
Que nunca me espere
Quem bem me não quer
(Homem ou mulher).
Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem,
E mais de quem não
Possui nem um grão
De imaginação.


Carlos Queirós, "Libera Me"

(retirado de um blog de que gosto muito, ela que me desculpe...)

segunda-feira, abril 28, 2008

quarta-feira, abril 23, 2008

Definição

Fico admirado quando alguém, por acaso e quase sempre
sem motivo, me diz que não sabe o que é o amor.
Eu sei exactamente o que é o amor. o amor é saber
que existe uma parte de nós que deixou de nos pertencer.
O amor é saber que vamos perdoar tudo a essa parte
de nós que não é nossa. o amor é sermos fracos.
O amor é ter medo e querer morrer.


In “A Criança Em Ruínas”, José Luís Peixoto

O pardal


Aluguei este fim-de-semana "La Vie en Rose" e fiquei estarrecida. Por tudo: pela vida da Piaf , que começou sem nada e perdeu tudo excepto a sua capacidade de amar, pelo tempo que corre nesta narrativa, os pontos que ligam a vida e a morte, a felicidade e a dor, pela Marion Cottillard que não sei de onde apareceu para ganhar todos os prémios. Quanto a este filme vos digo mesmo que “je ne regrette rien…”.

segunda-feira, abril 14, 2008

A citação

Pela manhã ouvi logo, num discurso elaborado, uma série de alarvidades sustentadas em argumentos que poderiam fazer corar de vergonha qualquer amiba - chamemos-lhe efeito MM, que até está a ser julgado e tudo...
Como protesto aqui fica uma citação do sábio (?!!!!) presidente Lula que ainda deixará como legado ao mundo, no mínimo, um livro de aforismos.

quinta-feira, abril 10, 2008

Acordamos


Acordamos e temos trinta e tal, e muitos. Rumamos, numa carrinha, último modelo, ao monte de um colega de trabalho ou de um “casal amigo” no Alentejo. É o tempo das carrinhas familiares, dos “casais amigos”, dos filhos pequenos e barulhentos, das mulheres já com algumas enxaquecas. Ao volante olhamos de esguelha para a barriguinha e pomos os óculos escuros, de marca, que tudo disfarçam, até a careca. Há choros e gritos no banco traseiro. Há choros e gritos no quarto ao lado, no berço ali ao fundo. Na cama há um silêncio sepulcral interrompido pelo avisos clássicos do “estás a ressonar” e do “chega-te um bocadinho para lá”. Vamos então na carrinha, último modelo, no DVD o Noddy e no rádio, muito baixinho, os violinos de Mozart que há dez anos atrás eram ouvidos em stereo. Chegámos, fomos os últimos, a culpa não é da carrinha, último modelo, a culpa é dela que não se despacha porque as sandálias têm de condizer com o cinto e com o carrinho da mais nova. Para mim qualquer camisa que se veja a marca está boa. Chegámos então. Aos trinta e tal, trinta e muitos. Chegámos à casa de fim-de-semana dos colegas de trabalho, dos “casais amigos”. Lá estavam eles, os amigos, os casais amigos, os casais amigos dos casais amigos. Alguns indolentes no alpendre olhavam o verde, faziam as contas de quanto teria custado aquele sofá de exterior, estrutura em teka. Outros preparavam a mesa com o que trouxeram das respectivas lojas gourmet mais próximas. Dois deles tinham uma camisa de marca igual à minha o que me trouxe algum conforto. Deliciámo-nos com a remodelação do monte, com conjunto de teka e com petisco gourmet. Comparámos os empregos, os filhos, as mulheres, as roupas, os restaurantes, as férias, os metros quadrados dos apartamentos. Comparámos ainda as festas de casamento, os automóveis, discutimos hidromassagens, empregadas, spas, ginásios, melhores sítios para fazer festas de aniversário de criança. Respirámos fundo porque os pratos não eram de plástico e elas tiveram de ir lavar e arrumar tudo. Ficámos, como os nossos pais, como os nossos avós, com tempo livre delas e elas com tempo livre de nós. Por esta altura, quase ao pôr-do-sol, com o barulho de fundo das crianças entrámos em confidências, medimos virilidades, trocámos dicas, prometemos favores. Despedimo-nos efusivamente. Combinámos outros petiscos, fins-de-semana, viagens, até golf.
Acordamos e temos trinta e tal, e muitos. Rumamos numa carrinha, último modelo, a nossa casa, quase em Lisboa, num condomínio privado, piscina e ginásio, dois lugares de garagem, excelentes acabamentos. No caminho destilamos, sem querer, o fel de sermos o oposto do que nos prometemos há quinze anos atrás. Adormecemos as crianças, adormecemos no respectivo lado da cama e sonhamos que não temos trinta e tal, e muitos, que não temos carrinhas último modelo, nem casas em condomínios, nem Visas gold, cremes adelgaçantes ou camisas de marca. Descalços na margem de um riacho, trocamos promessas de amor eterno e respiramos cada verso lido em voz alta.


Baseado na crónica do José Luís Peixoto
Hoje, na revista Visão

segunda-feira, abril 07, 2008

Povo que TE lavas no rio


Começou a época SOS nariz. Andar nos transportes públicos de Abril a Outubro é um inferno para o olfacto. Meu povo, há água corrente nesta cidade, há muitos estendais para arejar as vestes diárias, muito parapeito para pôr os ténis com chulé, muito balneário público, muita fonte de água fresquinha. A bem da sanidade olfactiva dos lavadinhos desta Lisboa.

sexta-feira, abril 04, 2008

Como lá diz o princípio básico da Psicologia:

Só devemos falar com os outros na linguagem que eles entendem.

E, pelo que encontrei numa encomenda que recebi hoje, há quem já tenha descoberto a que eu falo fluentemente...
(não percebi a validade da campanha mas temos de falar sobre o assunto).

Em Veneza descobri...


os clássicos....



os pops...
os deliciosos...



e até mesmo os selvagens (falo do gato e não dos espargos, enfim)...