sexta-feira, setembro 26, 2008

Onde é que você estava aquando…dos arrendamentos low cost das casas da CML?(ler com voz anasalada)

Na revista "Sábado" desta semana li um artigo surreal. Passo a descrever o melhor que o meu tique nervoso, ali adquirido, permite.

Facto: a CML alugou uma casa linda, novinha ao Batista Bastos.

Antecedentes: o senhor vivia numa casinha podre em Alfama há 32 anos, já não aguentava mais com o peso da história daquele lugar. Então escreve ao senhor presidente da CML, O Soares filho, e pede-lhe uma casinha para arrendar porque não tem possibilidades de comprar uma nova.

Conclusão: A nossa CML é a melhor do mundo e há senhores intelectuais que praticam “o colectivo” que apregoam, trabalhando pro bono.

Agora vou eu redigir uma cartita para o Costa, que é amigo de um amigo de um amigo, apresentando os seguintes argumentos definitivos: que sou muito querida, que também já apareci uma vez na televisão, que tenho um blogue, alguns livros encaixotados, uns juros altos, um útero saudável que pode contribuir para o aumento demográfico e um emprego que me permite também ser intelectualmente produtiva.
Espero ir ainda a tempo.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Frase do fim de semana


"Os amigos não se fazem, reconhecem-se".

Vinicius de Morais

sexta-feira, setembro 19, 2008

Resumo (Poética I)

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã

Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.


Vinicius de Moraes
(o meu poeta estrangeiro preferido, de sempre)

terça-feira, setembro 16, 2008

O diálogo

No metropolitano, num destes dias, um casal de meia idade discutia entre dentes no banco mesmo à minha frente. Com um ar indignado ela chamava-o idiota por não ter pulso para lidar com o filho, fraco por não ter progredido profissionalmente como ambos almejariam. Ele irritado chamava-a, por sua vez, gastadora, preguiçosa e desatenta. Ambos se odiavam e estavam presos naquele casamento vazio. Saíram no Rossio e, quando me ia preparar para meditar de novo sobre as relações conjugais, olho de esguelha pela janela e, mesmo ao virar da esquina para subirem as escadas, reparo que deram as mãos.

segunda-feira, setembro 15, 2008

A minha primeira vez

Ontem fui uma das muitas mais de 75 mil pessoas que viram e ouviram Madonna em Lisboa. Pontual, apareceu sentada num trono condignamente enfeitado com um M (meio inicial, meio coroa). O que antecedeu este momento foram duas horas na fila para entrar, a busca incessante de um lugar para puder vê-la do tamanho do meu indicador, palhaçadas do grupo, uma Super Bock e um pacote de batatas fritas, uma semi-discussão com um malcriado macho (?) nortenho e várias tentativas de sentar na relva.
O concerto foi bom. Muito bom, de facto. Falou português e perguntou se falávamos espanhol para percebermos a canção que ela ia cantar a seguir. Houve empatia, muito histerismo e eficácia. A verdadeira artista não é só a máquina de produção. Muita cor, uns geniais Keith Haring animados, uma “Isla Bonita” com sons romenos ,um “Like a Prayer” e um “Give it to Me” fabulosos, um “Ray of Light” electrónico desastroso. Um alerta para não “get stupid” com muita ecologia, consciência social e politiquice à americana. Um fabuloso “game over” sem nenhum encore.
Pena o desconforto, a multidão ansiosa, o zoom no mínimo, os 60 Euros e a absoluta certeza que ninguém, na organização, se preocupou muito comigo. Mas, lá está, para primeira vez não foi nada mau.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Dilema

Não sei do que me hei-de rir mais,

se disto
ou disto
ou disto

Somos mesmo engraçados, a sério!

A conquista

O café pela manhã é um hábito recuperado. O dia, por vezes, torna-se demasiado longo e, por isso, a noite demasiado curta. Vou beber café sempre ao mesmo sitio, passo no senhor das revistas, dou uma olhadela nas novidades, um bom dia, converso sobre o tempo e sobre o estado do mundo, viro a esquina e lá está ele, movimentado, limpinho, organizado, cheio de olás (já) familiares por detrás do balcão. Sento-me no lugar de sempre, folheio o jornal, cumprimento alguém, olho de esguelha para a Sic Notícias. Lá ao fundo está ele. De inicio sempre sentado, sereno indiscretamente olhando para tudo o que fazia. Depois um sorriso atrás do outro, passeios sem pretexto para se aproximar, para sorrir mais de perto. Por fim, hoje pela manhã, encostou-se à minha mesa, um livro à frente da chávena de café e disse “olá, sou o João, lês a mim uma história pequenina?” Ele conquistou-me, definitivamente.

quinta-feira, setembro 11, 2008

A cegonha chegou!

A sobrinha Mafalda nasceu hoje quase às 10h da manhã! A "aterragem" foi suave e, ao que parece, está tudo bem.

segunda-feira, setembro 08, 2008

quarta-feira, setembro 03, 2008

Encontrei...

... algures no meio do oceano Atlântico. Agora acredito no amor à primeira vista.

Uma sugestão para os senhores metereologistas


E para quando um furacão chamado
Tomás Maria (só arrasaria o que fosse possidónio)
ou
Ruben Isidro (só deixaria intacto os subúrbios, os veículos com tunning e todos os sítios para se curtir)
ou
Kátia Vanessa (esse, sim, seria totalmente arrasador)?